A Copa do Mundo começou e com ela iniciaram os eventos para acompanhar os jogos da seleção brasileira. Apesar da expectativa para a conquista do tão sonhado hexa campeonato, torcer em condomínio exige um ingrediente importante: respeito ao próximo. Afinal, a festa de um não pode ser o incômodo do outro.
De acordo com Sarah Pinho, consultora de relacionamento da Gestart, grandes eventos como a Copa mudam completamente a rotina dos condomínios.
“Existe a questão das decorações, do clima festivo e das reuniões que alguns condomínios fazem. Isso modifica a rotina na questão de uma tolerância maior a barulhos e ao uso dos espaços comuns. Aberturas como essa normalmente não ocorrem no dia a dia”
Sarah Pinho Tweet
Outro ponto importante é a decoração. Sarah diz que muitos regimentos internos de condomínios não permitem pendurar bandeiras e outros objetos nas fachadas dos prédios. Porém, em períodos de Copa, é comum que haja uma flexibilização dessa norma.
“Os moradores podem deliberar essa questão em assembleia. Porém, em condomínios mais modernos, o próprio regimento contempla essa flexibilização em épocas de Copa”, acrescenta Sarah Pinto.
Com o clima do mundial já instaurado nas casas e nas áreas comuns dos prédios com bandeirolas, bandeiras do Brasil e outros ornamentos, a consultora de relacionamento da Gestart orienta que se comemore cada gol, mas com parcimônia. Por mais que se empolguem na hora de torcer e de vibrar, é importante que os condôminos se atentem ao barulho.
É importante levar em consideração as unidades que são mais próximas às áreas comuns, como deck, piscina e salão de festas, para não incomodar crianças, idosos e pessoas com algum tipo de deficiência. Para isso, Sarah orienta síndicos e administradores a emitirem comunicados, relembrando os horários de silêncio e pedindo respeito a todos os moradores.
“Por mais que seja uma época festiva, que a gente sabe que tem uma incidência maior de barulho, é essencial recordar que estamos em uma coletividade. Porém, o próximo também deve ser um pouco mais tolerante a fim de compreender que aquilo é uma movimentação atípica”
Sarah Pinho Tweet
Recomenda-se que não sejam utilizados rojões e fogos durante as comemorações. Normalmente, os regimentos internos proíbem a utilização desses materiais em comemorações, porém quando não deixam isso claro, os síndicos e moradores podem recorrer à convenção do condomínio que fala sobre a periculosidade que esses materiais podem trazer para o bem-estar e segurança dos moradores.
“Continua sendo proibida a utilização de fogos de artifício e rojões, principalmente dentro das unidades. [É proibido] tentar jogar de uma varanda porque pode atingir uma outra unidade, pode atingir uma área comum do condomínio e isso pode causar danos, princípios de incêndio ou algo pior”, conclui Pinho.
Durante o período festivo, o trabalho do síndico praticamente redobra. Segundo a consultora de relacionamento da Gestart, ele deve acompanhar, informar e relembrar os condôminos sobre a quantidade de visitantes pelo condomínio. Deve também estar com a manutenção dos equipamentos de incêndio em dia e checar as saídas de emergência.
É recomendável que o síndico sempre acompanhe de perto os eventos realizados nas áreas comuns, a fim de ele entender o que está acontecendo no condomínio. Sarah destaca também que é sempre importante reeducar e orientar os moradores sobre o que pode e o que não pode ser feito durante esses eventos.


